terça-feira, 19 de julho de 2011

Ejaculação precoce está ligada ao emocional.

Homens são muito racionais, gostam de sexo casual, não se envolvem emocionalmente. Você provavelmente já ouviu uma ou todas essas afirmações sobre o gênero masculino. Mas o tema "ejaculação precoce" coloca à prova todos estes conceitos - o lado emocional do homem está diretamente ligado ao problema.
 
No Brasil, a incidência é grande e ocorre principalmente na faixa etária que vai dos 20 aos 35 anos. "Estudos recentes mostram que um quarto dos brasileiros tem ou já tiveram este problema", aponta Claudio Murta, urologista e coordenador do Centro de Referência da Saúde do Homem do Estado de São Paulo.
 
As causas variam, mas na maior parte dos casos, é psicológica. A ansiedade, no entanto, é a grande vilã. Para Cristina Romualdo, terapeuta sexual do Instituto Kaplan, o problema também é agravado pela cobrança que a sociedade impõe. "Quando a mulher tem alguma dificuldade sexual, como a vagina seca ou quando não chega a orgasmo, ela não compromete a relação. Já o homem manifesta fisicamente o seu problema. Ele se expõe mais, e isso tem um peso cultural muito forte."
 
Pra complicar, ainda existe o tabu em falar sobre sexo. "Para o homem é difícil se abrir. Normalmente, eles chegam ao consultório relatando outro problema, para só depois de algum tempo contarem o real motivo da consulta", observa Murta.
Para ter sexo com prazer, qualidade, e durante um tempo satisfatório para ambas as partes, veja abaixo algumas dicas dadas pelos especialistas entrevistados para aprender a lidar com a ejaculação precoce.
 
1 - Esqueça os mitos: em primeiro lugar, comece a entender que nem tudo que dizem sobre sexo, especialmente nas rodinhas de amigos, é verdadeiro. Inclusive o mito da relação sexual que atravessa a noite. "Estudos indicam que uma relação sexual, de um modo geral, tem em média de 15 a 20 minutos", explica Murta. Saber disso é um dos primeiros passos para diminuir as expectativas e a ansiedade com relação ao próprio desempenho.
 
2 - Busque o autoconhecimento: "o homem precisa prestar atenção ao seu corpo e às suas sensações", indica Cristina. A masturbação é uma aliada neste sentido, segundo ela, porque é o momento em que o homem pode procurar entender melhor como seu corpo responde à excitação. "A gente só controla o que a gente conhece", explica a terapeuta.
 
3 - Evite situações de estresse: principalmente para casais que já têm filhos, o momento do sexo deve ser milimetricamente planejado para que a relação não seja interrompida abruptamente. "É preciso esperar o momento propício para o sexo, evitando a pressão psicológica", pontua Murta.
 
4 - Aumente o tempo de preliminares: como a mulher demora a chegar ao orgasmo, uma boa dica é tentar esquentar a relação com as famosas preliminares. Assim, o homem tem mais chances de mantê-la excitada por mais tempo e o orgasmo pode ser mais sincronizado.
 
5 - Converse sobre sexo: o casal deve perder o medo de conversar sobre sexo para que, juntos, encontrem posições que deixam o homem menos excitado e, com isso, ele possa retardar a ejaculação. "Com isso, ele pratica o autocontrole e também condiciona o seu organismo", indica Murta.
 
6 - Busque a compreensão da parceira: é preciso entendimento entre ambos para entender o problema. Segundo Murta, quando o casal não está bem ou a cobrança da mulher é muito grande, o homem vai querer ter relação só para agradá-la e isso contribui para a o quadro de ejaculação precoce.
Ainda sobre cobrança, Cristina avisa que o fato de o homem chegar ao orgasmo antes da mulher, nestes casos, não quer dizer que ele foi egoísta. "É preciso entender que o homem que ejacula precocemente geralmente não teve prazer. Ele só teve uma manifestação física, porque psicologicamente não foi satisfatório. Pelo contrário: isso gera frustração e vergonha."
 
7 - Relaxe: que tal tentar tirar um pouco o foco do problema? Tomar um banho e tentar relaxar antes da relação pode contribuir para diminuir o grau de ansiedade.
 
8 - Tire o foco da penetração: de acordo com Cristina, o homem geralmente canaliza toda a sua energia na penetração: "ele deve valorizar mais as carícias, o beijo e a intimidade. Se o homem prestar mais atenção na mulher e descobrir o que realmente é interessante para ela na hora do sexo, a insegurança e a ansiedade diminuem".
 
9 - Use preservativo: todo mundo sabe que essa na verdade é uma recomendação geral para todas as pessoas que têm vida sexual ativa. No entanto, Murta avisa que essa também é uma forma de reduzir levemente a sensibilidade e, com isso, garantir minutos a mais antes da ejaculação.
 
10 - Divida a responsabilidade: a terapeuta Cristina discorda do senso comum que dita que os homens são os principais provedores do prazer durante a relação sexual. Ela acredita que essa ideia contribui ainda mais para o quadro da ejaculação precoce. "O sexo é uma troca, não é somente responsabilidade do homem dar prazer. É muito bacana que o homem se interesse pelo que a sua parceira gosta na cama, mas também cabe à ela guiá-lo para que dividam a responsabilidade do prazer", indica.
 
Ejaculação precoce tem cura

Identificar a ejaculação precoce é algo subjetivo, uma vez que cada pessoa tem um ritmo diferente durante a relação sexual. A recomendação dos especialistas, neste sentido, é observar a satisfação do casal. "Se o homem atinge o orgasmo antes do que ele gostaria de chegar, atrapalhando a relação, deve procurar tratamento", diz Murta.

Ele explica que a maioria dos tratamentos combina psicoterapia e medicamentos, que ajudam a controlar o orgasmo e costumam apresentar melhoras já nos primeiros 15 dias. "Com essa melhora, o homem já começa a se sentir mais seguro e isso ajuda a parte psicológica, podendo, em alguns dias, até suspender a medicação", explica o urologista.
 
A importância do tratamento tem a ver com a qualidade de vida. "A ejaculação precoce traz problemas para o relacionamento, o casal passa a não se tocar mais e não se acariciar. Muitos homens que tem este problema vão tendo cada vez menos prazer, o que pode ocasionar até mesmo outros problemas, como a impotência."
 
Os médicos reforçam: qualidade no sexo tem a ver com a qualidade de vida, por isso, vale a pena dar uma atenção especial a este aspecto sempre que algo incomodar.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Dia do " Manual do Cafageste para Mulheres"

Bom Dia!

Meninas hoje vai mais uma dica do " Cafa" Fiquem espertas..

Bjks

Frases proferidas pelos homens e seu real significado


Um dos principais motivos das mulheres lerem meu blog é saber o que passa na cabeça dos homens, o que eles querem ? o que valorizam ? O que abominam?
Como eu disse certa vez, não tenho a resposta pra tudo e algumas das coisas que eu falo as vezes não são aplicáveis a todos os homens. Porém, como faço parte do gênero, conheço os bastidores e como este personagem se comporta nas mais diversas situações. Por isso, acredito que pelos menos 80% do que falo reflete o que os homens pensam.
Posto isso (sempre quis usar essa expressão), hoje vou fazer um post mais leve sobre qual o real intuito dos homens em algumas frases proferidas. Vamos a elas:1-) “Seu sorriso é lindo. Além do que, você parece ser uma pessoa muito inteligente”

 > Essa é a típica cantada do cara esperto que quer pegar uma pseudo-esperta. Geralmente a garota é muito gata e já está acostumada a receber elogios que valorizam seus atributos físicos. Para ganhar esse tipo de mulher o jeito é falar do sorriso (que além de toda mulher gostar, só de falar “Você tem um sorriso bonito” a bobona já abre um sorrisão) e elogiar atributos psicológicos. Mulher gatona sabe de suas qualidades físicas e por isso adora saber que também é inteligente (mesmo tendo um cérebro de empada).

2-) A série “Você merece alguém melhor que eu”, “Não dá, você me lembra uma pessoa que eu amava”, “Não quero te fazer sofrer”, “Preciso de um tempo pra mim”, “Você é uma ótima pessoa, mas não sei se é isso que eu quero”, “Nos conhecemos na hora errada”, blablablabla whiskas sache > Quem aqui tem +20 e nunca ouviu uma dessas frases?

Posso garantir com plena convicção que 9 entre 10 é pura mentira e enrolação. Algumas leitoras vão falar “Isso é uma grande molecagem, coisa de homem que não sabe dizer na cara o verdadeiro motivo por estar terminando”. Nem sempre. É que o desgaste de ter que terminar com alguém que você não teve um relacionamento intenso, não compensa o preço da verdade. Um exemplo prático. Certa vez eu conheci uma garota bacana, mas que só depois de algumas saídas descobri que ela não era muito afeita ao trabalho e só tinha papo idiota. Vou falar o que? “Vai trabalhar e ler um pouco?” É melhor falar que preciso de um tempo pra mim e chutá-la.

3-) Mulher: “Se eu for pra sua casa você vai achar que eu sou uma vagabunda”; Homem: “Eu?! Imagina, você está com vontade e eu também, nada mais natural. A sociedade mudou.”

> Realmente a sociedade mudou, mas se vocês não se conheceram previamente e vai dar para o cara de primeira, pode ter certeza que boa parte dos homens vai pensar “Vai logo vagabunda, dá pra mim”. E outra, a colocação dessas mulheres tem o único intuito de mostrar um pseudo moralismo. No fundo ela sabe que é isso que o cara vai pensar dela (afinal, nenhum homem falará francamente o que pensa), mas quer ouvir uma mentira pra se reconfortar. Quer dar? Dê, mas não fique de falso moralismo.

4-) (mulher pedindo opinião do cara sobre a roupa que está); Homem: “Tá linda” > Se o cara não tem intimidade com a garota e ela não passa de um lanchinho, jamais ele falará o contrário.

Ela pode estar com um cinto de oncinha, uma blusa de zebrinha e um sapato rosa que ele vai falar que está bom, afinal dali a 30 minutos ela estará sem nenhum desses adornos cafonas.

5-) “Restaurante? É que estou um pouco cansado, não prefere alugar um filme?”

> Tática aplicada pelos homens solteiros que não tem saco pra social com lanchinhos. O cara sabe que a mulher não vale a conta do restaurante e que a possibilidade de sair dali e ir pra cama é mais difícil. Porém, ele sabe também que não pode fazer um convite indiscreto e direto do tipo “Vem aqui pra casa pra gente ouvir uma música” A garota precisa se sentir valorizada e que o cara não está saindo com ela com o único interesse de transar.  Então, ele usa o eufemismo “não prefere alugar um filme”, pois está subentendido que é um convite pra ir pra casa e mais subentendido ainda que o filme vai começar no sofá e terminar na cama.

6-) “Você precisa conhecer ____________ ” (preencha o espaço com “minha coleção selo” ou “meu pug” ou “minha discografia X” ou “meu petit gateau” , etc >

Mesmo objetivo do item anterior.

7-) “Desculpa ir assim tão acelerado, é que você mexe comigo” > As vezes pode até ser verdade, mas em grande parte das vezes o cara quer mexer com o ego da garota.

 Que mulher não gosta de se sentir A gostosa, que tem Aquele sex appeal, enfim, que enlouquece os homens? Ela se acha a tal e acaba liberando para o cara não porque é facinha (imagina!), mas porque é irresistível. Rá.

8 -) “Eu acabei de sair de um namoro, preciso de um tempo pra respirar, mas quem sabe mais pra frente…” 

 Como se namoro tirasse o ar de alguém. Aqui o cara simplesmente está dizendo que cansou de ficar com uma mulher só e agora quer comer a maior quantidade possível que ele conseguir, mas não quer perder a boquinha.

9-) “É que eu já combinei de sair com meus amigos, vamos sair outro dia” 

 Aqui ele quer dizer, “olha só, cansei de sair com você, preciso agora me divertir com meus amigos, beber, pegar algumas mulheres e quem sabe levar uma pra casa, porém não quero que você fique brava, pois algum dia eu posso estar sozinho e ai só me restará você”.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Saiba vencer o SONO após o almoço!!

Evite que ele prejudique seu rendimento no trabalho


Fechar

É tiro e queda: depois do almoço, o sono sempre prejudica a retomada do trabalho. Como é impossível tirar uma soneca antes de retomar as atividades na parte da tarde, o jeito é adotar um cardápio que ajude a amenizar esse efeito.

E “amenizar” é mesmo o verbo adequado. Sim, pois o sono é consequência natural da digestão. “Depois das refeições, o sangue passa a circular mais na região do estômago”, explica a nutricionista Juliana Stein, de São Paulo. “Com isso, a circulação na região do cérebro diminui – e o resultado é uma sensação de sonolência.”

Quanto mais pesado for o almoço, maior será o tempo de digestão e, consequentemente, mais longa a sensação de sono no trabalho. Como evitar isso? Simples. Um almoço equilibrado, que reúna os chamados “pratos coloridos” – com o predomínio de hortaliças, legumes e grãos de cores diversas – é a melhor maneira. Cenoura, beterraba, alface, brócolis, grão-de-bico, chuchu, rabanete, cebola, pepino à vontade. Para acompanhar, um bife magro, peixe ou frango grelhados. Frango sem pele, naturalmente.

A nutricionista diz que alimentos ricos em carboidratos – massas e pães, por exemplo – também devem ser consumidos com moderação, pois a glicose liberada por eles no organismo inibe a ação de uma proteína que age no cérebro, o que leva à sonolência por algum tempo. A estratégia da moderação é melhor do que usar o tradicional cafezinho para despertar. A cafeína dificulta a absorção de nutrientes como cálcio e ferro pelo organismo. Faça o teste na próxima refeição. Você verá como o número de bocejos depois do almoço vai diminuir.

Um lanchinho entre as refeições

Para que as refeições não se transformem literalmente num peso em sua vida, a nutricionista Juliana Stein recomenda um lanche leve entre o café da manhã e o almoço – e entre o próprio almoço e o jantar. Uma fruta ou uma barra de cereal são suficientes para que você não chegue morrendo de fome à mesa. “Com isso, você tem tranquilidade para escolher os alimentos certos, em vez de agir na base da empolgação.”
 
Custom Editora
Especial para o Terra

quinta-feira, 7 de julho de 2011

TERMINO DE NAMORO

Bom dia gentem! 

Esse é um tema  que dói so de falar, quando agente gosta é dificil o "desapego" mas não é impossivel , as vezes temos que tirar das nossas vidas algo que nos fazia mal para abrimos as portas par algum novo, ou uma nova situação ao ate mesmo ficar solteira curtir a vida nos amar primeiro.

Um relacionamento e contruido de diversas formas e vem em nossas vidas para nos ensinar algo, O termino é apenas o começo de oportunidades . Voce tem duas esolhas parar no tempo e viver um namoro de bosta, que te transforma em lixo emocional  que te priva do amor,fidelidade , lealdade e que acaba com seu espirito. ou ser Feliz e saber que o tempo faz milagres , curar a dor é dificil mas não é impossivel ser o
" nada" para alguem é muito pior , ficar preso emocionalmente numa relação recedendo bem menos do que vc dá ta errado.

Reflita a respeito do que vc quer na sua vida no momento, será que vc não esta cobrando mais do que deveria, não tem expectativas de mais em relação a pessoa.

Sem expectativas, não há decepção. Sem envolvimento, não há perda. Mas nós sabemos que isso é impossível. E todo mundo sabe que para se ter o bom da vida, é necessário agüentar também aquilo de ruim que vem dela , temos que  viver intensamente não apenas sobreviver!!

O maior problema com relação ao fim de um namoro é que a gente pode até saber das coisas, mas a gente não consegue senti-las. Não conseguimos sentir que tudo passa. Não conseguimos enxergar a possibilidade de outro amor no futuro. A dor parece não ter fim. A vontade de chorar aparece em horas impróprias e inesperadas.


É engraçado ver como cada um procura estabelecer comportamentos-padrões para seguir após o término. Uma espécie de “regras da separação”.

Já vi gente que queimou fotos, já vi gente que passou mais de um mês isolado em casa.
Hoje em dia, no mundo muderno, já vi gente cometer orkuticídio, colocar letra de música depressiva no fotolog e apresentar comportamento sexual  duvidoso..kk ( essa parte e brincadeira.)

Em fim é complicado mesmo. E para mulheres, então? Não conheço UMA que não passou o mês seguinte analisando cada detalhe da relação, se perguntando o tempo todo “será que eu tentei o suficiente?”, “será que eu exagerei?”, será que ele nunca me amou?”, “será que ele me quer de volta?”,“será que eu não devia ter terminado?”. Por que nessas horas não pensamos que a culpa não foi nosso?? affs
Eu nunca pensei em criar regrinhas para um término por que sou pessima pra isso ..sou uam romantica incondicional é dificil pra mim..hehehe. Mas pensando a respeito, e a pedido de uma coleguinha que acabou de terminar o namoro  e ta naquela depre...... cheguei à muitas conclusões :
1. esconda as fotos dele e de vocês juntos e felizes, mas não as destrua. Depois que tudo passa e você desapaixona, é um arrependimento só. Afinal, as pessoas, quando entram na nossa vida, passam a fazer parte de toda a nossa história;

2. cerque-se de atividades e inove. Volte a ter contato com amigas que não vê há tempos e vá sempre pra lugares aonde nunca ou raramente foi. Explore sua própria cidade, como se fosse turista. Pode até paquerar na noite fingindo que é turista mesmo. Invente um sotaque, exorcize;

3. afaste-se de filmes românticos hollywoodianos. Ninguém vive feliz para sempre. Só vão te fazer mal. Aposte nos extremos: comédias hilárias para se distrair ou dramalhões absurdos, para chorar com outra justificativa que não seja o fim do namoro;

4. NADA DE BISBILHOTAR NO ORKUT; FACEBOOK E CIA.

5. comece a namorar com você mesma. Se dê os presentes que você queria que ele soubesse que você queria, mas não tinha sensibilidade pra adivinhar que você queria (mulheres são complicadas mesmo, hein?). Vá ao salão, compre um vestido, passe batom carregado de gloss. Você não tem que ficar beijando ninguém mesmo. Mas nada de cortar o cabelo curtíssimo num impulso. Se ficar ruim, você vai se sentir pior;

6. se você é daquelas que realmente não consegue tirar a cabeça do término, apele: faça serviço voluntário numa creche, visite um parente falecido no cemitério, faça qualquer coisa que te mostre como um fim de namoro é, na verdade, algo pequeninho na dinâmica da vida e do mundo;


7. tente se convencer, todo dia, um pouquinho, que o fim de um namoro nada mais é do que a oportunidade de se começar outro. Se um amor foi embora, é porque há um outro ansioso para te conhecer. Olhos abertos. E se precisar, pode ficar lembrando de todos os defeitos dele. É um ótimo jeito de ver que não estamos perdendo grande coisa;

8. permita-se desabar, e, para isso, tenha sempre números emergenciais das amigas mais íntimas e disponíveis. Às vezes chorar num ombro tem mesmo efeito mais benéfico do que chorar só no próprio travesseiro. Permita-se sofrer. Quando você finge que está bem, acaba passando um ano muito mal;

9. exercite sua gratidão. Lembre-se que se apaixonar não é fácil e nem tão comum quanto pensamos. Quem amou de verdade, deve ficar muito feliz de não se descobrir incapaz de se entregar para alguém de corpo e alma. Isso é raro, é um presente;

10. espere. Se dê tempo. Ele age de forma surpreendente. Por isso, leve o tempo que precisar, contanto que não esteja se acomodando na depressão. É o clichê do século, mas é verdade: o tempo cura todas as feridas.


Acorda menina e seja feliz com vc antes de tudo!!

Bjkinhas

Ana Delgado

terça-feira, 5 de julho de 2011

Dia do " Manual do Cafageste para Mulheres"!

Bom Dia!

Gente de uns tempos pra cá adoro visitar blogs!!

Vc aprende de tudo, se vestir melhor, não cometer erros de maquiagem , aprende a se maquiar, emagrecer ,se exercitar e etc ...Eles somam muito para conhecimento em milhares de assuntos.

Dentre os blog que eu visito com frequencia esta o Blog " Manual do Cafageste para Mulheres" como eu disse com os blog vc aprende de tudo esse em particular te ensina como evitar algumas atitudes , ou mudar as atitudes em relação aos homens, que vamos combinar só mudam de endereço..

Mas é a vida e  fazer o que se não vivemos sem ele né?!

O blog esta recheado de inumeras historias  e dicas de como não se agir com um homem, quais erros devemos evitar e  é visivel que vamos nos identificar em inumeras delas  e automaticamente tentaremos mudar  nossa atitudes. 

Mesmo vc seja uma mulher mega esperta  , daquelas do tipo que não se apega..Mas no final vc é mulher e ja comenteu erros se apaixonou e tbem vai se identificar  pelo menos em algum momento das historias contadas pelo " CAFA" .

Então um vez por semana vou postar neste Blog historias  de cafagestes do Blog do Cafa!
 Espero que vc gostem....

Dá uma olhada na Historia á baixo e tente não se identificar..kkkkk

Papos de homem – desmarcando um encontro

Li no começo desse mês um post no Banheiro feminino (o blog, claro) e achei bacana fazer algo parecido aqui no Manual. Estou pensando até em deixar como uma coluna “fixa”, assim como a Sexta das Leitoras e Rapidinhas do Cafa, que na verdade de fixas mesmo só o nome. Depois de lerem me digam se vale a pena.
Bom, quem nunca teve interesse em saber o que os homens conversam na mesa de bar, pelo MSN, no vestiário, etc? Pois bem, vou reproduzir aqui algumas dessas conversas. Já adianto que o que vou falar não são flores, politicamente correto e coisas frufru. E antes que alguém reclame da superficilidade, não entrarei em assuntos mais sérios (como política) para não deixar o texto pesado.

Posto isso, vamos lá, a temática de hoje é “Desmarcando um encontro”
.
Gerivaldo > E ai viado, como tá?

Cleyson > Opa, bem. E tu?

Gerivaldo > De boa. E ai qual o esquema errado para essa sexta?

Cleyson > Ah velho, preciso economizar, vou trazer a ju aqui pra minha casa, aliviar um pouco e ai amanhã a gente faz algo.

Gerivaldo > Ju? Quem é essa?

Cleyson > A Ju, aquela pentelha da pós-graduação que vive me chamando pra sair. Uma vez dei uns pegas nela no estaciona da pós, ganhei um boq por tabela e agora quero finalizá-la.

Gerivaldo > Não sabia dessa. De família a garota, né?

Cleyson > Opa, mas foda-se, não quero casar com ela. Pelo menos quando eu preciso aliviar já tenho uma safada a tira gosto.

Gerivaldo > Hehe, mas vem cá. Vocês estavam em aula por horas e suponho que a coisa lá embaixo estava meio vencida, não?

Cleysone > Porra, Ge, não conhece a tática do pinto na pia?

Gerivaldo > hahahhahahahahhaha Sim, que homem nunca deu uma ducha expressa no pirulito pendurado na pia do banheiro? É por isso que evito lavar minha mão em banheiro que a pia não é automática. Imagine a quantidade de pintos por tabela que você não põe a mão ali?

Cleyson > Credo. Mas então, ai hoje eu vou ficar de boa com ela. Só espero que ela se manque e não queria dormir em casa. Odeio fazer sala e ficar de fofurice com mulher sanduíche. E você, tá pensando em fazer o que hoje? Aliás, faz tempo que não te vejo com uma mulherzinha, se enjoou da fruta?

Gerivaldo > Ha-ha-ha. Cara, se tem uma coisa que me bodeia é essas minas vagaba que querem ser tratadas com fofurice, como se fosse namorada. Porra, ela sabe muito bem porque está ali, não queira fazer um papel que não lhe pertence. E quando pedem para tomar banho junto? Nossa, me dá nos nervos. Enfim, não to com saco pra correr esse risco, hoje quero sair com os brothers, encher a lata e ver o que pinta por ai.

Cleyson > Ah, eu até curto um banho junto depois da foda. Já me animo de novo e mando bala na safada no chuveiro.

Gerivaldo > Aff. E nesse meio tempo fica lá com o pinto murcho e bunda de fora na frente da garota? To fora.

Cleyson > Ihh, tem pintinho? Hehehe. Não vejo galho não desde que ela não decida secar o cabelo e ficar anos em casa.

Gerivaldo > To vendo que noite passada você dormiu com o bozo e acordou gozado. Por falar em bozo, o que era aquela roupa da Fernanda hoje? Parece que veio do Cirque de Soleil do Zimbabué. Puta mal gosto.

Cleyson > Hahahahhahaaha. Cara, eu ia comentar isso contigo, mas esqueci. A Fe é bonita, mas ela quer inventar moda e fica parecendo um palhaço. E quando ela vem com aquelas flores no cabelo? E a saia-sou-do-reggae? Sapato do Aladim? Brinco individual do rabo do papagaio? Puff..

Gerivaldo > Cara, to me acabando de rir aqui.Você sabe que a Fe gosta de levar uns tapas na bunda, né?

Cleyson > Hahhaha, sei sim. Aliás, todo mundo sabe, né? Conheço dois caras que já finalizaram ali e me confirmaram isso. E digo mais, pede pra engolir porra.

Gerivaldo > Mentira! Pede leitinho? Hahhahaha genial. Nunca imaginei com aquela carinha dela.

Cleyson > É fio. Tá fácil não. Tu vai começar a namorar a guria achando que é de boa e depois de um mês descobre que ela é especialista em engolir porra no meio do cinema.

Gerivaldo > Por isso faça como eu, não namore :) . E outra, vai se fuder, vamos sair hoje. O Marcão vai e disse que arruma uns vip pro pico, vai levar a prima e amigas dela. Só safada. Come essa Ju outro dia.

Cleyson > Humm. A prima dele é uma delícia e me deu mole no outro dia. Acho que vou bodear da Ju. Só preciso arrumar uma desculpa bem crível, pois pelo visto ela foi no salão só pra se arrumar para o encontro. Não posso queimar esse cartucho e perder os boqs do estaciona. hehehe

Gerivaldo > Verdade. Nunca se pode queimar cartuchos como esse. Faz o seguinte. Liga pra ela e diz que você teve um problema familiar em uma cidade X e que está indo pra lá nesse momento, que provavelmente vai chegar aqui mais tarde, por volta das 2:00/3:00 da manhã e como você quer muito ver ela, gostaria de saber se rola se encontrarem nesse horário e que ser for muito ruim vocês marcam outro dia. Eu dou minha bunda se ela não quiser marcar outro dia.

Cleyson > Você é um gênio. Olha, do jeito que essa mulher tá necessitada, é capaz que ela aceite vir pra casa as 3:00 da matina! E ai eu não vou querer comer sua bunda.

Gerivaldo > Velho, vai na minha. Se ela aceitar você fala “ok” e deixa pra lá. Quando tiver perto das 3 da matina e você tiver arregaçando a prima do Marcão, desliga o celular. Liga na manhã seguinte pra Ju dizendo que você teve que ficar na cidade com seus parentes, pede mil desculpas e que vai compensar muito quando se verem, ela vai cair e tá tudo certo.

Cleyson > Devo lhe dizer que tu é um tremendo filha da puta. Demoro, é nois hoje!

Gerivaldo > E que venha a prima e amigas do Marcão!

Cleyson > /o/

segunda-feira, 4 de julho de 2011

O casamento semifeliz e outros tipos de relacionamentos


A pesquisadora americana Pamela Haag fala sobre novos modelos de casamento

Julia Reis, iG São Paulo



Foto: Getty Images
"Um dia a parte menos feliz diz: não quero mais”, diz Pamela Haag sobre a dinâmica semifeliz
Foi-se o tempo em que os casamentos estavam em crise ou estavam bem. Hoje é possível dizer que a união está “semifeliz” – um tipo de banho-maria em que um dos lados manifesta dúvidas de tempos em tempos. O relacionamento pode ser também um “casamento dos pais” ou ainda vítima da “síndrome de McMahon”, no qual um dos parceiros evita conflitos de opinião. Todos esses novos conceitos estão no livro “Marriage Confidential”, da pesquisadora Pamela Haag, ainda sem previsão de lançamento no Brasil.

Com base em conversas e pesquisas, Pamela identificou novas dinâmicas que se distanciam dos estereótipos de casais “felizes para sempre” ou que “brigam sem parar”. Em entrevista exclusiva ao iG, a autora explica as suas conclusões e afirma que as uniões estão ficando mais customizadas.

iG: Você explora no livro o conceito de casamento semifeliz. É possível mesmo viver assim ao lado de alguém?
Pamela Haag:
É bom ter em mente que semifeliz é melhor que infeliz ou miserável. Esses não são os relacionamentos estragados, mas aqueles acinzentados, em que um dos parceiros está confuso sobre o que fazer. É um casamento com vícios e virtudes, também são calmos e rotineiros. Às vezes um dos lados fica viciado nessa estabilidade e não quer agitar a maré. Essas uniões são mais viáveis quando a pessoa insatisfeita procura as paixões que precisa em outras coisas como trabalho, amigos ou com um hobby. Todos os casamentos passam por altos e baixos. É inevitável. Então é possível que ele passe por fases semifelizes. Mas alguns casamentos estão empacados na semifelicidade.

iG: Como identificar se você está em uma relação semifeliz?
Pamela Haag:
Você sabe que está em uma relação semifeliz se em um minuto não se imagina ficando nela e no seguinte não se imagina terminando tudo. Outro sinal é acordar no meio da noite pensando em divórcio, passar muito tempo se preocupando com a relação, racionalizando tudo. É possível que um dos parceiros apresente melancolia e o outro não faça ideia do fato ou do motivo, até que um dia a parte menos feliz diz: “não quero mais”. Pode parecer que isso surgiu do nada, mas a sensação de estranhamento já estava lá. Os relacionamentos semifelizes costumam parecer perfeitos do lado de fora e, quando acabam, os amigos dizem que não imaginavam que isso poderia acontecer.

iG: Essa parcela de infelicidade teria relação com expectativas muito altas em relação ao casamento?
Pamela Haag:
A maioria dos divórcios acontece nos primeiros sete anos de casamento e muitos especialistas dizem que isso ocorre em função de ideais de perfeição, como o “felizes para sempre”. Mas eu não percebo isso, as expectativas não estão altas demais. Nas minhas entrevistas muitos diziam valorizar a base familiar, estabilidade e companheirismo que o casamento traz. Metade das pessoas concordou que o casamento hoje é mais uma relação de amizade do que qualquer outra coisa. Essas não parecem expectativas altas demais pra mim. Na verdade, em tempos que 50% dos americanos acreditam que o casamento está ficando obsoleto, o problema não parece ser as expectativas altas, mas sim as novas opiniões e expectativas baixas demais.

Foto: Divulgação
Autora de "Marriage Confidential", Haag diz que os casamentos se beneficiam de cuidado, atenção e imaginação

iG: Você fala sobre o “casamento dos pais”, quando os cônjuges vivem em função dos filhos. De que forma os filhos mudam o casamento? Pamela Haag:

 Os filhos marcam um grande ponto de transição no casamento. Hoje, porém, eles têm um papel paradoxal. De um lado as crianças são menos centrais na relação – há mais casamentos sem filhos e filhos de pais que não estão casados. Por outro lado, quando um casal resolve ter filhos, eles podem rapidamente transformar a união em um “casamento dos pais”, uma relação que é definida pelo volume de tarefas e energia emocional empregados na criação. Os cuidados paternais e maternais hoje são exagerados. Nos Estados Unidos, os pais são superenvolvidos e ansiosos, ao contrario de 50 anos atrás, quando eram um pouco mais indiferentes. Não fica claro se esse estilo atual é válido. Talvez esteja machucando mais o relacionamento do que ajudando aos filhos.

iG: Mulheres e homens estão mudando a postura como pais, mas também como parceiros. Partindo desse novo contexto, qual a principal tendência para relacionamentos no futuro?
Pamela Haag:


Acho que os casais agora terão conversas mais esclarecedoras antecipadamente sobre suas expectativas. Assim eles poderão decidir se a monogamia é realmente estrutural para a relação ou se faz sentido apenas para um período do casamento. Segundo a minha pesquisa, 22% das pessoas dizem que um acerto não monogâmico poderia funcionar, mas desde que seja acordado entre os dois.

iG: E depois de tanto pesquisar, você indicaria um segredo para ter um casamento feliz – e não semifeliz?
Pamela Haag:


 Geralmente  Nas minhas conversas percebi que a peculiaridade dos relacionamentos duradouros não é tanto a compatibilidade, mas a capacidade do casal se adaptar e evoluir junto. No futuro também é mais provável que os casais adaptem o casamento aos seus valores do que adequem suas personalidades aos relacionamentos. O casamento está ficando mais customizado para cada casal.

domingo, 3 de julho de 2011

EUA aprovam "pílula dos cinco dias seguintes"


A Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês), agência do governo dos  dos Estados Unidos responsável por regulamentar o uso de alimentos e produtos farmacêuticos, aprovou nesta sexta-feira (13/8) uma nova pílula anticoncepcional de emergência.
O novo remédio poderá ser usado até cinco dias após a relação sexual, enquanto aqueles disponíveis no mercado atualmente podem ser usado até apenas 3 dias depois.

As autoridades norte-americanas autorizaram o uso do acetato de ulipristal, de nome comercial “ellaOne”, após um longo debate. Alguns grupos contrários ao aborto afirmavam que
o remédio é mais abortivo do que uma medida de prevenção. Outros, defendiam que sua eficácia vai ajudar nas políticas de controle de natalidade.

O acetato de ulipristal atua por meio do bloqueio da ação do hormônio feminino progesterona e inibe ou atrasa a ovulação, evitando a gravidez. Segundo a FDA, se utilizado com acompanhamento médico, o remédio não causará danos ao organismo. 

O composto usado neste medicamento já é utilizado na Europa como pílula de emergência. O primeiro país que comercializou a pílula dos 5 dias foi a França.

Como sua mente pode impedir seu prazer'



Muitas mulheres têm dificuldade de atingir o orgasmo, seja com o parceiro ou parceira, seja de forma solitária. As causas dessa impossibilidade de chegar ao ápice sexual são diversas, mas alguns fatores psicológicos podem estar envolvidos. Veja abaixo alguns deles:

  • Problemas psicológicos, como a depressão e o medo da intimidade, contribuem significativamente para a falta do orgasmo. O sexo pode causar alguma ansiedade em certos indivíduos que temem se expor na frente de outra pessoa, especialmente se a vida sexual se iniciou recentemente ou se as experiências até então foram ruins. Outro fator que contribui para isso é se essas pessoas têm uma autoimagem muito negativa do corpo. A ansiedade também pode ser causada pelo medo de não agradar ao parceiro ou então pelo pensamento constante da gravidez indesejada.


  •  Ansiedade e medo de falhar durante o ato. Isso acontece quando a mulher se pressiona para ser vista como “boa de cama” e, ao fazer isso, se preocupa em excesso com as próprias ações durante o sexo. Ao se manter em constante atenção nos próprios movimentos, imaginando o que deve fazer e se isso é o correto ou não, isso pode levar à ansiedade e acabar com a comunicação com o parceiro, levando à falta de conforto e dificultando o relaxamento (crucial para o orgasmo). Nesses casos, pensar muito em vez de aproveitar o momento pode reprimir a própria resposta ao prazer.
  •  Sentimentos negativos quanto ao sexo e à própria genitália também podem inibir o prazer sexual. Certas mulheres foram educadas para achar o sexo algo sujo ou que não deve ser visto como prazeroso, em vez de algo natural e saudável. Isso as deixa com um sentimento de culpa e distantes do parceiro, evitando a intimidade sexual.
  • Problemas interpessoais, como não desejar mais o parceiro, também fazem o sexo se tornar problemático. Ter momentos de intimidade com quem não lhe agrada ou do qual se tem dúvidas sobre os sentimentos reais, acaba com as possibilidades do orgasmo. Em caso extremo, a negação de que pode haver relações que não sejam perfeitas (a “síndrome do príncipe encantado”) também pode minar qualquer procura pelo prazer.

Problemas podem virar um círculo vicioso

Esses problemas em atingir o orgasmo podem impactar negativamente os sentimentos dessas mulheres, levando à ideia de deficiência e à depressão. Esses sentimentos retroalimentam um círculo vicioso que dificulta ainda mais o prazer pleno.

É preciso lembrar também que algumas mulheres, por diversas razões, podem até mesmo nunca terem atingido um orgasmo em toda sua vida, mas têm vidas sexuais e relacionamentos perfeitamente normais. Essas mulheres nem cogitam a possibilidade de sofrerem de algum transtorno sexual.

É necessário entender a falta de orgasmo na perspectiva do que isso realmente significa para essas mulheres e seus parceiros ou parceiras. A pressão pelo orgasmo pode até mesmo piorar uma relação que funcionava da maneira correta até então. É preciso que as mulheres se sintam as proprietárias de seu próprio corpo e prazer. Além disso, são importantíssimos a comunicação entre o casal e o envolvimento na relação. Sexo, afinal, é uma questão de satisfação pessoal.

A nova fórmula para tratar o HPV


A figura é de uma jovem com cabelos compridos presos em meio rabo de cavalo, um discreto piercing no nariz e outro em forma de argola na orelha, além de calça de moletom, tênis e blusa confortável. O currículo mostra a experiência científica já de 8 anos em pesquisas, doutorado em curso na Universidade de São Paulo (USP) e criação de uma vacina que pode radicalizar o tratamento de uma das principais doenças femininas, o câncer de colo de útero.
Foto: Eduardo César/Fotoarena
Mariana Diniz, 28 anos, pesquisa fórmulas contra o HPV desde os 20 de idade
Quem reúne estes dois mundos, sem o menor sinal de contraste, é Mariana Diniz, 28 anos. De segunda a sexta-feira, ela veste o avental branco, “mergulha” no microscópio, faz e refaz experiências com camundongos, escreve artigos científicos e dá um duro danado no laboratório do Instituto de Ciências Biomédicas da USP. Aos finais de semana, escolhe uma beca mais descolada no armário, ideal para seu programa favorito que inclui sessões de cinema no Espaço Unibanco, bares na Rua Augusta e teatros promocionais no SESC, todos localizados na região mais moderna e descolada do centro paulistano.
Mariana foi a
vencedora do prêmio nacional de jovens empreendedores no final do ano passado, promovido pelo banco Santander, e seu projeto acaba de ser selecionado para a disputa Ibero-americana.
A bolsa de R$ 50 mil que ganhou em novembro, usada para a continuidade das pesquisas, foi reconhecimento de um trabalho que teve iniciou em 2000, durante uma das primeiras aulas de graduação de Biologia do curso noturno da USP.
“O Instituto de Ciências Biomédicas precisa de estagiários para pesquisas sobre vacinas feitas com DNA”, disse a professora à turma de novatos. Aquele anúnico fez acender uma luz em Mariana.

Do papel para a realidade

O interesse na vaga é o início da história de uma cientista que antes de completar 30 anos já conseguiu indícios consistentes de que vai assinar a criação de uma vacina para tratar o HPV– as hoje disponíveis são preventivas da infecção.
Os testes em animais conduzidos por Mariana mostraram que as doses estimulam o sistema imunológico, impedem o avanço do vírus (causador do câncer de colo de útero), e reduzem as lesões. Se os efeitos forem confirmados em pessoas, em um futuro próximo, o produto poderá coibir a alta mortalidade de mulheres pela doença, hoje a terceira causa de morte do sexo feminino entre 10 e 49 anos, como mostram os dados do Ministério da Saúde.
“Conseguimos (o plural é em referência ao professor e dois colegas que ajudam no trabalho) ainda a parceria de um laboratório que vai financiar os testes clínicos em humanos e também a produção em larga escala das doses”, diz Mariana. “Esta segunda etapa dos testes deve começar já neste semestre. É muito bom saber que um projeto desenhado há tanto tempo pode sair do papel e virar realidade.”

]Medicina, Alquimia e Cidade Universitária

Nascida em Campinas, interior de São Paulo, Mariana Diniz é a primeira de três irmãos. Sempre estudou em bons colégios e as notas altas conquistadas em todas as disciplinas, de Português à Geografia, além da predileção pela área biológica, inicialmente confundiram os planos da então garota. “Quando menina, achava que queria ser médica”, lembra.
As brincadeiras de criança, no entanto, já indicavam que seu forte era o laboratório e não o consultório. “Adorava fazer experiências com aquele brinquedo Alquimia, misturar produtos e ver no que dava”. Perto de prestar vestibular, teve uma conversa com pediatras, ginecologistas e ortopedistas que não deixou dúvidas sobre qual caminho escolher. “Percebi que não era bem aquela profissão que queria. Pesquisa sempre foi algo que me encantou." Encontrou, então, a Biologia.
Os pais, uma professora de Educação Física e um especialista em máquinas de autopeças, nada sabiam sobre as funções de um biólogo, mas incentivaram os rumos anunciados pela primogênita. Encontrar o nome na lista de aprovados da USP fez com que ela deixasse imediatamente a casa em Campinas – grande e com quintal – para morar em um apartamento de 50 metros quadrados, dividido com outras quatro estudantes. “É pequenininho mas fica ao lado da Cidade Universitária (zona oeste paulistana). Tenho a vantagem de morar em São Paulo sem precisar enfrentar o que há de pior aqui, o trânsito”, diz.

Teste e vida real

As delícias de não ter o congestionamento entre casa/faculdade também fizeram a balança pender para o lado do “sim” na hora de Mariana aceitar a oportunidade de estagiar no laboratório dentro da própria USP. E as mais de oito horas que todo dia passava – e ainda passa – fazendo experimentos com as possíveis vacinas de DNA davam a sensação diária de que o seu lugar era mesmo entre tubos de ensaio, fórmulas matemáticas e reagentes químicos. “Fui me envolvendo, lendo os artigos científicos e incentivada a apresentar projetos para tentar bolsas de patrocínio”, avanços na carreira creditados ao orientador Luiz Carlos de Souza Ferreira.
Foto: Getty Ampliar
As vacinas existentes hoje custam R$ 400 a dose, em média, e previnem contra o HPV. Não há imunizante terapêutico
Em 2002, Mariana encontrou a possibilidade de pesquisar uma vacina contra o HPV, vírus sexualmente transmissível que, dizem as pesquisas, acometem 80% das mulheres em alguma fase da vida.
Democrática, a doença está em todas as classes sociais, mas na parte mais carente da população, descobriu Mariana em seus estudos, a evolução do problema tende a ser mais cruel.
Para aquelas que não têm acesso à saúde de qualidade e não fazem exames simples, como o papanicolau, o vírus pode evoluir para o câncer de colo de útero, ainda muito letal no País (segundo o Instituto Nacional do Câncer serão 18.430 novos casos só este ano).
A “vida real” tornou-se fio condutor dos testes feitos por Mariana. “Ao mesmo tempo em que revolta ver mulheres morrendo de uma doença que poderia ter sido evitada com um simples papanicolaou, isso acaba virando incentivo para as pesquisas”, diz. “No laboratório, sempre focamos em encontrar uma vacina que não fosse cara e de fácil aplicação, para que pudesse chegar ao Sistema Único de Saúde (SUS) e a quem mais precisa.”

Próximo passo

Após o encontro com o HPV, muitos avanços das pesquisas foram catalogados nas pranchetas, companheiras inseparáveis de Mariana. De estagiária do Instituto de Ciências Biomédicas da USP ela conseguiu passar direto da pós-graduação para o doutorado, sem o mestrado entre as duas fases como seria natural, de tão sólidos que foram seus achados.
Com os resultados em mãos e com o dinheiro conseguido com o prêmio Santander, Mariana criou uma empresa e conseguiu a parceria com o laboratório, a Farmacore, para avançar ainda mais na elaboração do produto. Para comprovar se a vacina será a saída para quem só vê o médico depois que as lesões provocadas pelo HPV estão em fase muito crítica, a bióloga e a empresa aguardam aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a produação em escala e aplicá-la em humanos.
Entre uma espera e outra, a tática para reduzir a ansiedade – e garantir a sobrevivência – diz Mariana, é sempre pensar em um novo projeto. “Quem trabalha com pesquisa e vive de bolsas de estudos precisa dar um passo já pensando no próximo, com no mínimo seis meses de antecedência entre um e outro”, dá a dica aos que pensam em seguir carreira.

União

Um passo depois do outro e Mariana Diniz tornou-se uma das jovens cientistas mais promissoras do País sem precisar abdicar das horas consideradas preciosas para lazer, academia e namoro. A bandeira que levanta contra o HPV é emblemática: reúne vida real e a ciência, duas paixões que ela sempre conseguiu conciliar no mesmo caminho.

Dicas e insights para seu aprimoramento pessoal.


Somente o necessário: Excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas

Embora as pessoas reclamem com imensa frequência daquilo que não possuem, existe outra questão que merece toda a nossa atenção: aquilo que possuímos em excesso.


Aliás, os excessos costumam ser mais prejudiciais que as faltas, mas demoram mais para serem percebidos. As faltas nós notamos imediatamente, os excessos só quando despertam a nossa consciência.


Comemos em excesso (observe você mesmo),

trabalhamos em excesso (anda cansado, não é?),

guardamos coisas em excesso (dê uma olhada em suas gavetas),

nos importamos em excesso com a opinião dos outros...

Há um excesso de preocupações e acúmulo de “gorduras”

em diversas áreas de nossas vidas.


Em geral, possuímos mais do que necessitamos para ser feliz, mas continuamos insistindo na desculpa de que não somos felizes porque nos falta alguma coisa. E de fato falta: falta assumirmos um estilo de vida mais franco, sincero e liberto.


Tudo o que temos em excesso demanda tempo e energia para ser administrado. Roupas demais, CDs demais, bagunça demais, lembranças demais (fique com as que valem a pena, pelo aprendizado ou felicidade que trouxeram), compromissos demais, pressa demais
.

Todos nos beneficiaremos com a prática de determinado nível de minimalismo (sem excessos, porque isso também pode ser demais). Podemos reinventar nossa maneira de viver para viver com o necessário. Não precisa ser o mínimo necessário, pode haver algumas sobras, mas sem os exageros de costume.


Viver melhor com menos
. Isso traz uma sensação de leveza e felicidade tão maravilhosa que todos devemos, ao menos, experimentar. Na melhor das hipóteses, aprendemos e adotamos um novo estilo de vida.

Quem está em processo de mudança, reconhece rápido o quanto acumulou de coisas em excesso, e aprende que pode viver tão bem, ou melhor, com muito menos!


Se vamos acampar, somos felizes apenas com uma mochila...


Liberte-se dos excessos de todo o tipo:

excesso de informação (aliás, muita coisa é só ruído, nem mereceria sua atenção); excesso de produtos e serviços (consumismo é uma válvula de escape para não olharmos para nossa própria existência e para o vazio que buscamos inutilmente preencher com compras);
excesso de relacionamentos (nem todos valem a pena, não é verdade?).
Viva mais com menos, experimente algum nível de minimalismo.

Permita-se sentir-se livre dos acúmulos e excessos.

Nada é mais gratificante que a liberdade, a sensação de que você se basta sem precisar de um arsenal de coisas, sons e cores a seu redor.
Dedique-se a experimentar essa libertadora sensação. Quem sabe viver com pouco, sempre saberá viver em quaisquer situações, mas aqueles que só sabem viver com muito, nas mínimas provações e ausências sofrem e se desesperam. Esses últimos se confundiram com seus excessos... e na falta deles, não se reconhecem.

Nunca sabemos se viveremos com o que temos, com mais ou menos no dia de amanhã, mas se aprendermos a viver com o que é essencial, viveremos sempre bem.


Todo excesso é energia acumulada em local inapropriado, estagnando o fluxo da vida. Excesso de excessos corresponde à falta de si mesmo. E se o que te falta é você, nada poderá preencher esse vazio...

Conselhos são arriscados para quem ouve e para quem dá


Pedir ajuda pode ser apenas forma de transferir para o outro as consequências de suas ações. E isso tem seus riscos



Diante do sofrimento de alguém, a atitude mais comum é a de tentar entender a razão da dor e confortar esta pessoa. Durante a conversa, pode surgir a famosa pergunta: “o que você faria se estivesse no meu lugar?”. Oferecer o ombro amigo é bom, mas, antes de oferecer também conselhos, é recomendável pensar duas vezes para se certificar de que você não vai piorar a situação.


A doutora em psicologia pela Unicamp e psicoterapeuta individual e de casais Ana Gabriela Andriani explica que dar conselhos não é para qualquer um. “É raro que alguém se negue a aconselhar um amigo ou familiar, mas nem todos deveriam fazê-lo. A pessoa precisa ser muito responsável e ponderada”, analisa. Às vezes é difícil enxergar, mas uma orientação equivocada pode gerar consequências para o resto da vida.

A incapacidade de fazer escolhas faz parte do cotidiano de muita gente. E a dificuldade, em algum momento, da vida de todos. Essa omissão diante da vida os isenta de uma culpa futura, afirma a psicoterapeuta. “Existem pessoas que não sabem qual decisão tomar diante de uma situação e acabam transferindo essa responsabilidade para outros através de um pedido de conselho. Se algo dá errado, nunca é culpa delas”, explica.

Melhor solução
Um dos exemplos seria o término de um relacionamento. Pense na seguinte pergunta: uma mulher ou um homem traído deve terminar o relacionamento? A resposta quase automática de muitas pessoas seria “sim”. Mas Ana Gabriela ressalta que relações amorosas têm nuances difíceis de serem entendidas por quem está de fora. “Nem sempre um rompimento é a melhor solução. O casal pode estar numa fase turbulenta e difícil, mas ainda se ama. Será que se eles forem capazes de superar esse problema não poderiam ser felizes de novo?”, alerta.

O que acontece é que as pessoas tendem a compartilhar suas experiências e a acreditar que o que deu certo para uma, é garantia de sucesso para outra. Não é bem assim. “Apenas quem está habilitado a tomar uma decisão é quem vive a situação”, alerta Ana Gabriela.

A psicóloga e escritora Olga Tessari afirma que o ser humano possui necessidade de externar sentimentos de dor e sofrimento. “Todos procuram uma fórmula mágica, um atalho para solucionar problemas. Pedir uma resposta pronta é uma maneira de querer resolver o mais rápido possível o que aflige”, diz. Segundo a psicóloga, essa “receita de bolo” não existe. Cada caso pede uma solução diferente.

Desabafo online
Criada pela empresária Letícia Lins de Medeiros, a Rádio Tristeza – espécie de rede social onde as pessoas compartilham seus problemas amorosos – recebe cerca de 15 mil acessos por mês. Os que sofrem por amor contam suas experiências e recebem conselhos dos demais cadastrados – que são, como eles, apenas internautas compartilhando suas experiências.

“Nem sempre as pessoas têm com quem desabafar. No site, existe uma troca grande de ajuda”, afirma Letícia, que aconselha muita gente através de um personagem chamado de “locutor”. “Eu procuro sempre falar o que penso com muita sinceridade e com o máximo de cuidado para não magoar ninguém. Falo com os internautas como se eles fossem meus melhores amigos”, diz.

A auxiliar de escritório Isabela di Leli, 20, é categórica ao afirmar que o site teve ótima influência em sua vida. Após o término de um relacionamento de quatro anos, Isabela ficou perdida. “Gostei bastante do que me escreveram. Eu comecei a analisar a situação por outro ângulo. O locutor tem uma visão madura. Sem seus conselhos, não teria me recuperado tão rápido”, confessa.

Apesar de serem bem-vindos, conselhos não são feitos para serem seguidos cegamente. Esta é a opinião de outra usuária do site – que tem nas mulheres seu principal público, com 70% dos acessos. A vigilante Tatiana Gutierrez, 27, recebeu muitos conselhos depois de contar sua história. “Li tudo que foi escrito, mas, no final tomei a decisão que achei melhor, independentemente dos comentários. Acho que só a gente mesmo sabe o que é bom para a nossa vida.”

Privacidade
Quando alguém resolve desabafar, acaba contando fatos pessoais e expondo parte da sua vida privada. Antes de fazer isso, é aconselhável analisar se a pessoa é realmente confiável e discreta. “Ouvir opiniões é legal. Não tem uma verdade absoluta no mundo. Sempre um ponto de vista novo acrescenta informações. Mas não se compartilha problemas pessoais com qualquer um”, opina a psicóloga Olga.

Na opinião da psicoterapeuta Ana Gabriela, quem depende muito de conselhos dados por outras pessoas precisa aprender a se conhecer melhor para poder decidir seu destino. “Quando a gente sabe o que quer fica mais fácil superar as dificuldades. Isso não significa que nunca mais precisaremos ser aconselhados, mas será mais fácil aprendermos que o bom conselho é aquele que nos ajuda a pensar, não o que decide por nós.”

sábado, 2 de julho de 2011

Combinações perigosas ameaçam a pílula

 

Interação com outros medicamentos reduz eficácia do contraceptivo




Você sabia que perda ou ganho repentino de peso pode interferir na eficácia da pílula contraceptiva? E que a maioria dos antibióticos mais prescritos no País também reduz o efeito do anticoncepcional? Pois saiba que até o consumo de bebidas alcoólicas em excesso pode deixar o organismo em situações delicadas.




“Há risco de isso acontecer por causa da interação medicamentosa”, afirma o ginecologista Eduardo Fernandes, presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp). O termo interação medicamentosa diz respeito à interferência que um medicamento pode fazer sobre outro no organismo. Essa interação pode reduzir o efeito de uma ou das duas medicações, sendo que a combinação dos princípios ativos pode ainda gerar uma terceira reação.


O efeito do contraceptivo oral é obtido por determinados hormônios e eles precisam ser metabolizados pelo fígado para serem disponibilizados no organismo. “Em condições normais, o risco da pílula falhar é praticamente insignificante”, conta o médico. Isso porque seu uso diário mantém os níveis hormonais estáveis, evitando as oscilações típicas do ciclo menstrual que permitem a ovulação.


No caso dos antibióticos, a interação medicamentosa acontece no trato gastrointestinal. É lá que os hormônios sintéticos da pílula, semelhantes à progesterona e ao estrogênio, sofrem a ação de enzimas produzidas por bactérias do intestino. O resultado desta ação é o estrogênio ativo, que é reabsorvido e assim garante o nível apropriado do hormônio no sangue.


Mas os antibióticos destroem as bactérias intestinais e isso impede a formação adequada de enzimas para metabolizar a pílula a transformá-la em hormônios ativos, capazes de influenciar o ciclo menstrual. “Logo, o efeito da pílula é menor”, resume o médico.

“As mulheres são confusas a respeito do homem ideal”


Flávio Gikovate: 

 
Psiquiatra na novela e na vida real, ele fala ao iG sobre a escolha de parceiros e vida sexual


Para Gikovate as pessoas evoluíram pouco no aspecto sentimental apesar da liberdade sexual























 Flávio Gikovate é psiquiatra há mais de 40 anos. Acompanhou nesse período a consolidação do consumo das pílulas anticoncepcionais e os movimentos em torno da emancipação sexual. Mas não é um entusiasta. Para ele, o movimento de libertação não tornou as pessoas necessariamente mais felizes e competentes para amar: mulheres e homens ainda escolhem mal os parceiros e não separam bem o amor do sexo.

No papel do psicoterapeuta de Gerson Gouveia (Marcello Anthony) na novela Passione, trama veiculada no horário nobre pela Rede Globo, Gikovate trata de sexo analisando as fantasias sexuais do personagem e as marcas de um abuso sofrido na infância. Fora das telas, o psiquiatra lança seu trigésimo livro, “Sexo” (MG Editores), no qual reflete a respeito da sexualidade humana e a satisfação (ou não) nos relacionamentos amorosos.

Em entrevista exclusiva ao iG, Flávio Gikovate fala sobre a tendência que temos em escolher parceiros errados – com potencial erótico alto e afinidades emocionais mínimas –, e avisa: “Chega de namorar ou casar com inimigo!”

iG: No livro você fala sobre a inversão de valores na hora de procurar um parceiro. No caso das mulheres, a escolha é geralmente feita pelo aspecto erótico ou sentimental?

Flávio Gikovate: Temos evoluído pouco no aspecto sentimental. As pessoas continuam buscando parceiros com os quais não têm afinidades intelectuais, de caráter, projetos e estilo de vida. E escolher um parceiro tomando por base o encantamento erótico inicial é perigoso porque quase sempre o fascínio erótico te direciona para cafajestes.

As mulheres são confusas a respeito do homem ideal para elas. Até poucas décadas atrás, ele deveria ser o protetor e o provedor. Hoje deve ser companheiro, participar das atividades familiares, ser mais carinhoso e moralmente confiável.

iG: Você reforça a importância da escolha de parceiros por afinidade. Mas ao mesmo tempo pessoas são menos atraídas sexualmente por esse tipo de parceiro mais amigo. Isso leva a relacionamentos frustrados?


Flávio Gikovate: O erotismo costuma direcionar para a busca de parceiros mais egoístas, pouco confiáveis e difíceis de provocar envolvimentos de qualidade. Assim, a maioria dos casais ainda é formado por uma criatura mais generosa e outra mais egoísta. Isso resulta em uma relação incompleta que, com os anos, acaba levando à separação. Os casais se separam pela mesma razão que se casam: as diferenças de temperamento e de caráter. O que funciona bem é o encontro de criaturas afins.

iG: E o que faz uma união estável e feliz?


Flávio Gikovate: Defendo que a união tem de acontecer entre pessoas semelhantes, com os mesmos planos e projetos, e não entre opostos. É o que eu chamo de “+amor”. É uma relação mais parecida com a amizade, a aproximação de duas pessoas inteiras e não de duas metades. Para isso é preciso poder ficar bem sozinho e superar extremos de egoísmo e a generosidade. O relacionamento é baseado em respeito mútuo e confiança recíproca. Chega de namorar ou casar com inimigo!


iG: Talvez parte das insatisfações são por conta da idealização da vida sexual? Ficamos frustrados com a vida comum, sem desempenhos incríveis?


Flávio Gikovate: Homens e mulheres têm sido muito exigentes em todos os setores da vida e com o sexo não é diferente. O sexo se abastece mais facilmente do jogo de sedução e conquista, e acaba sendo mais difícil desejar alguém em quem confiamos e que é leal – mas não é impossível, contudo os casais que atestam isso são minoria.

É preciso entender que o sexo e o amor não fazem parte do mesmo instinto. O sexo compete com a ternura e tem que ser tratado como um instinto mais vulgar e grosseiro. Assim, na hora do sexo é importante abandonar o contexto mais sentimental e buscar outro clima, mais voltado para a baixaria.


iG: Amor é amor e sexo é sexo. Mas será que as mulheres já conseguem expor e assumir isso claramente nas suas relações?


Flávio Gikovate: As mulheres têm uma fisiologia sexual diferente da masculina. Após o orgasmo, a regra é que sobre uma excitação. Isso faz com que o sexo casual não pareça tão interessante para elas, assim como a masturbação. Aliás, cerca de 50% das mulheres não se interessam pela masturbação porque podem terminar a prática mais excitadas. Elas preferem o sexo com um parceiro fixo e conhecido, com quem possam negociar aquilo que mais gostam.


"Contrato de namoro vira febre nos escritórios de advocacia "


Documento garante que a relação não será caracterizada como união estável em futuro processo judicial


 
No começo do namoro, é comum a paixão obscurecer a visão. Quem começa um relacionamento fica menos racional e pode perder de vista o lado prático das coisas. Mudanças na Lei da União Estável, feitas em 1996, revogaram o prazo de cinco anos ou o nascimento de um filho para considerar um relacionamento união estável. Se um dos cônjuges comprovar a intenção de formar família, um namoro pode ser interpretado como união estável – e na separação, vale o regime de comunhão parcial de bens. Em muitos casos, quando o amor sai pela porta, a ação judicial entra pela janela.


Caráter só se vê na hora da separação”
A advogada Daniela Assaf da Fonseca, especialista em direito de família, afirma que o contrato de namoro vem se tornando cada vez mais popular nos escritórios de advocacia. “E recomendo mesmo em alguns casos”, enfatiza. Se um dos parceiros está prestes a comprar um imóvel ou veículo ou abrir um negócio, por exemplo, é prudente tomar essa precaução. “Claro que ninguém assina sorrindo. Mesmo quando se está para casar, ninguém gosta de fazer pactos. Mas se tem patrimônio, é melhor pecar pelo excesso”, afirma a advogada. Ela cita o caso de uma cliente de cerca de 50 anos, que depois de se divorciar, reencontrou uma paixão antiga e começou um relacionamento. “Depois de pouco tempo de namoro, ele entrou com pedido de união estável querendo metade dos bens dela, da empresa e pensão”. Mesmo depois da morte do ex-namorado, a família dele está levando o processo adiante.

O grande problema é definir o que é namoro e o que é união estável depois de tantas mudanças nos costumes da sociedade. “Os namoros são muito diferentes do que eram antes. Dorme-se na casa do outro, tem roupa de um na casa do outro, o casal passa o fim de semana junto, viaja junto. A linha que separa o namoro da união estável é muito tênue”, afirma Daniela. A jurisprudência sobre esses casos não está formada. A Justiça ainda está estabelecendo padrões, que devem se tornar a referência de como julgar esses processos. “Caráter só se vê na hora da separação. Muita gente fica com raiva no fim do namoro, e tenta entrar na justiça para tirar uma casquinha”, afirma Daniela.

Contrato precisa ser renovado
De acordo com Adriano Ryba, presidente nacional da Associação Brasileira dos Advogados de Família e advogado de família em Porto Alegre, o termo “contrato de namoro” não é o mais adequado. Ele adota “contrato de intenções afetivas recíprocas”, que registra o momento do casal na relação.

Ryba cita alguns elementos que indicam que o relacionamento está evoluindo e que podem ser utilizados como provas, num futuro processo judicial: morar junto, colocar o parceiro como dependente no plano de saúde, aquisição conjunta de algum bem ou investimento, contrato de aluguel do imóvel, testemunho de amigos ou vizinhos, correspondência no endereço comum, fotos ou conta conjunta.

Mesmo a coabitação parcial – passar alguns dias da semana morando na casa de um dos parceiros – pode ser interpretado pelo juiz como caracterização da união estável. “Esse tipo de contrato de intenções recíprocas serve principalmente para pessoas de mais idade, que têm patrimônio já de outras relações e querem começar um novo compromisso livre de preocupação.” No escritório de Ryba, há parceiros que assinam a contragosto. “O outro acaba aceitando por acusa dos atritos”, afirma.

É importante que fique claro que o contrato de namoro não é uma proteção eterna dos bens dos cônjuges. É uma prova em juízo de que, no momento em que foi assinado pelas partes, não havia união estável, mas isso não quer dizer que ela não possa se desenvolver depois. Portanto, é preciso renová-lo de tempos em tempos. “A intenção é manifestada por escrito de que não há dependência econômica entre eles e ainda não há intenção de formar família. O contrato é uma fotografia da relação naquele momento”, afirma Ryba. Se o casal passou a viver como casados posteriormente e adquiriu bens, o contrato não se sobrepõe à lei. “Quem está namorando pode querer que o relacionamento evolua e o contrato não terá força para impedir esse fato.”

"Essa é pra casar!"

Boa Noite Gentem!!

Achei essa reportagem otima.. Afinal o que eles querem???

A frase essa é pra casar é usada inumeras vezes pelo homens , mas como definir a mulher especial que eles tanto procuram...

Confram a reportagem ..

Ótimo sabado!!

Independentes, carinhosas ou liberais? 

Solteiros e especialistas comentam o que eles esperam de uma parceira para um relacionamento sério



"De uns tempos pra cá comecei a gostar mais da ideia de casar, morar junto, dividir as coisas boas e ruins. Quando você fica muito tempo solto, te dá um vazio”, diz Ricardo Martins, ator de 33 anos. E solteiro.
Como as mulheres, muitos homens estão buscando uma relação mais séria e que possa virar um casamento. E da mesma forma que acontece com elas, nem sempre eles encontram a tampa da panela na primeira tentativa. Essa procura pode envolver uma equação tão complexa e variável como a exigida pelas mulheres em relação ao “príncipe encantado”: uma lista cheia de prós e contras, nem sempre fácil de acompanhar.
Ricardo acredita que semelhanças no jeito de pensar, agir e no caráter fazem a diferença

Em geral eles estão preferindo as mulheres carinhosas, atenciosas, educadas, voltadas para valores familiares e que briguem pouco”, diz Luiz Cuschnir, psiquiatra e psicoterapeuta especializado em questões de gênero. Segundo ele, homens se pautam nas experiências anteriores de relações familiares e amorosas para elencar o que querem - ou não - em uma mulher para a vida toda.

Autor de livros como “Canalha!” e “O Amor Esquece de Começar”, o poeta e jornalista Fabrício Carpinejar acha que o homem hoje encara a parceria de um casamento de forma diferente. “Pela primeira vez ele está com a percepção de completar a mulher, o oposto de ela completar ele. O homem não se importa mais com a mulher para casar, é uma questão de mulher para amar”, avalia.

O psicanalista Arthur Moacci destaca também a valorização da aparência e do convívio. “Eles querem mulheres não tão complicadas, atraentes, bonitas e com personalidade”. Segundo Moacci, muitos homens buscam segurança e aconchego numa mulher, assim como tinham em casa. Dessa forma, ter um tipo de mãe substituta “que dê carinho, atenção e suporte” é importante para boa parte deles.
Foto: Celso Pupo/ Fotoarena

“Não pode ser ciumenta, precisa ser carinhosa, atenciosa e amorosa”, diz André

O discurso do psicanalista faz sentido para André Oliveira, de 28 anos. Segundo ele, a mulher para casar tem que ser dedicada e ainda somar algumas qualidades indispensáveis: “Não pode ser ciumenta, precisa ser carinhosa, atenciosa e amorosa”, define. O baiano, que já passou por dois relacionamentos, chegou a morar junto com uma namorada, mas não se casou, achava que ela não tinha comprometimento com a relação.

Segundo Cuschnir, pessoas que já tiveram relacionamentos longos usam o que deu certo e errado para pautar os prós e contras das novas escolhas. “Relações anteriores servem como checagem dos sonhos e da realidade. Assim ficam mais seguros do que com uma simples projeção de si mesmos em outra pessoa. Escolhem além de um aspecto específico, como o sexual”, diz.

Perfil da mulher ideal muda de acordo com os critérios de seleção do homem
Nem as mulheres são tão complicadas assim, nem os homens tão simples. A verdade é que todos nós buscamos um parceiro de acordo com as nossas próprias crenças românticas, representadas em diversos princípios de escolha.

Para Ricardo, por exemplo, semelhanças no jeito de pensar, agir e no caráter são positivas. “Essa história que os opostos se atraem é mentira. Como sair para tomar um chope se a pessoa não bebe, ir ao cinema com alguém que não gosta de ver filmes e ir para praia com alguém que odeia?”, avalia ele, que, depois de namorar pessoas muito diferentes, valoriza aspectos em comum na relação.

Solteiro, o diplomata Marcelo Cid, de 35 anos, acredita que a vida pode ser mais fácil ao lado de alguém com qualidades bem definidas, e lista todas elas sem pensar duas vezes. “Características de personalidade facilitam na afinidade, como bom humor e capacidade de se adaptar. Seria ótimo se ela fosse independente, caseira, trabalhadora e gostasse de criança. Uma cinturinha fina ajuda também”, brinca ele, que já foi casado por cinco anos.

Oposto a Ricardo e Marcelo, Carpinejar segue a linha da complementaridade e acha que a mulher ideal não é parecida com ele mesmo. “Você se interessa por aquilo que não consegue entender, que costuma ser seu oposto. Aí penso que precisaria de anos ao lado dessa pessoa”, diz.

Sexo no primeiro encontro
Eis uma questão difícil para as mulheres, que temem algum tipo de rejeição caso optem pelo sexo sem rodeios. E esse receio tem fundamento, de acordo com Cuschnir. Ele diz que o perfil mais comum é de homens que não aceitam mulheres com uma sexualidade livre e com muitos parceiros anteriores. “Ela precisa ser incrível na cama, mas recatada socialmente”, completa.

“Não faz diferença me levar pra cama na primeira noite ou na última, mas tenho amigos que são preocupados com isso, sim”, aponta Ricardo. Para ele, a liberdade diária e autonomia são mais valiosas. “Quero que ela dependa de mim só para ser amada, mas que tenha a vida social dela”, diz ele.

Nem sempre a liberdade que os homens estão dispostos a oferecer é a mesma que eles desejam para si. “Percebo que os homens não se equiparam às mulheres nesse sentido e ficam muito incomodados se elas cobram o mesmo comportamento que eles têm”, avalia Cuschnir. “Não gosto de ser cobrado, me repele. Tive algumas relações nas quais fui muito podado. Algumas mulheres acham que têm o direito de dizer para você não fazer ou falar certas coisas. Hoje quero pensar o que eu quiser, ser quem eu sou”, diz Ricardo, que revela buscar uma relação com amizade e cumplicidade.

Mas afinal, o que eles querem?
Dar liberdade, ser independente, carinhosa, levar jeito com crianças, agradar sexualmente... A lista de qualidades esperadas de uma mulher é extensa, e os especialistas admitem a complexidade da expectativa. “Não sei se os homens estão confusos a respeito da mulher ideal ou se nunca deixarão de reivindicar uma mulher pluripotencial. Hoje, eles não se satisfazem totalmente em uma mulher que só cuida da casa ou que seja boa de cama. Eles querem uma mistura de vários aspectos. Esse é o pulo do gato da mulher”, diz Cuschnir.
Carpinejar acredita que os homens querem mais que uma idealização: “Não querem mulher ideal, querem a mulher necessária. Eu quero uma mulher que destrua os pré-requisitos. O amor é quando você pede alguma coisa, mas vem outra”, diz.